Mensagens e áudios encontrados pela Polícia Federal
no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, mostram como um consultor
identificado como Júlio Cezar atuava para aproximar o banqueiro de dirigentes
de fundos de pensão de estatais. Em uma gravação de maio de 2024, Júlio afirma
que poderia colocar Vorcaro “na boca do gol” em uma reunião relacionada ao
Banco do Brasil, indicando que trabalhava para facilitar o acesso do empresário
aos responsáveis pelos investimentos.
Segundo reportagem da revista Veja, a articulação
envolveria o ministro Alexandre Padilha, o assessor Olavo Noleto e o
ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Em relato atribuído a uma proposta de delação
premiada, Vorcaro afirmou que a aproximação com os dirigentes dos fundos previa
pagamentos de propina de 10% sobre os valores captados. As mensagens também
indicariam um pagamento de R$ 500 mil a Júlio Cezar em abril de 2024, quando o
Banco Master foi incluído na lista de instituições autorizadas a operar com
fundos de previdência.
Apesar das articulações, Vorcaro não conseguiu
concluir os investimentos pretendidos nos fundos federais. Após meses de
tentativas frustradas, o banqueiro decidiu encerrar a relação com o consultor
em 2025. Padilha, Olavo Noleto, Augusto Lima e o presidente Lula negaram
envolvimento em negócios do Banco Master no governo e contestaram as acusações
atribuídas ao banqueiro.
Com informações da Veja

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