Uma denúncia grave chegou a este Blog com base em
fontes do próprio Estado, apontando suspeitas de que o Governo Fátima Bezerra
(PT) estaria ocultando recursos públicos para driblar bloqueios judiciais
destinados ao pagamento de dívidas da administração estadual.
Segundo o relato, desde a criação do instituto da
Requisição de Pequeno Valor (RPV), há quase 20 anos, o Estado sempre efetuou os
pagamentos devidos, seja de forma voluntária, seja, a partir de 2019, por meio
de bloqueio judicial automático nas contas públicas, via sistema
SISBAJUD/BACENJUD. De acordo com a fonte, os valores dessas requisições
costumam ser pequenos, somando no máximo 60 salários mínimos, sendo que a
maioria não ultrapassa 20 salários mínimos.
A denúncia aponta que, desde setembro, os bloqueios
judiciais solicitados contra as contas do Estado têm retornado como
infrutíferos, sob a justificativa de que não haveria saldo disponível para
cobrir os valores requisitados. Para a fonte, essa situação é incoerente diante
do volume de recursos que, segundo ela, entra diariamente nos cofres públicos.
Com base nessa contradição, a fonte suspeita que o
Governo Fátima possa ter algum tipo de acerto com o Banco do Brasil para
ocultar valores e, assim, driblar o sistema de bloqueio judicial SISBAJUD, já
que considera sem lógica que bloqueios de valores entre R$ 2 mil e R$ 3 mil
reais estejam sendo sistematicamente infrutíferos. A fonte atribui gravidade
adicional ao caso por entender que essa falta de recursos disponíveis coincide
com o atual período eleitoral.
A fonte afirma que a situação dos precatórios,
dívidas judiciais de valores mais altos devidas pelo poder público, seria ainda
mais crítica. Segundo ela, neste ano o Estado só tem efetuado pagamentos a
autores de processos que sejam portadores de doenças graves, e mesmo assim
limitados a até 100 salários mínimos.

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