O aumento dos gastos públicos e dos estímulos ao
consumo durante o governo Lula já começa a produzir efeitos na economia,
segundo análise da revista Veja. Com juros elevados, empresas enfrentam mais
dificuldade para obter crédito e renegociar dívidas, enquanto as famílias
comprometem uma parcela maior da renda com prestações. Desde 2023, economistas
estimam que cerca de R$ 300 bilhões foram injetados na economia por meio de
medidas de estímulo.
O cenário aparece nos números de inadimplência e
endividamento. Segundo a Serasa Experian, 9,2 milhões de empresas estão
inadimplentes, com dívidas que somam R$ 239 bilhões, enquanto quase 6,4 mil
empresas estão em recuperação judicial ou extrajudicial. Entre as famílias, 82%
estão endividadas, segundo a CNC. A Selic está em 14% ao ano, dificultando
ainda mais o acesso ao crédito.
Para especialistas ouvidos pela revista, o aumento
dos gastos públicos contribui para pressionar a inflação e manter os juros
elevados. A dívida pública também avançou, passando de 72% para 82% do PIB no
atual mandato, segundo o texto. A avaliação é de que medidas como programas de
renegociação e crédito subsidiado aliviam parte dos efeitos, mas não atacam o
problema fiscal apontado pelos economistas.
Com informações da Veja

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