Na reta final do primeiro turno, duas decisões
governamentais de Lula (PT) foram usadas como munição direta mirando o eleitor.
Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o colunista Hélio Schwartsman
classificou as medidas como exemplos de “populismo eleitoreiro” e afirmou que o
presidente estaria partindo para o “vale-tudo do populismo”.
Uma delas foi o reajuste de 15% no Bolsa Família,
anunciado apenas 17 dias antes da eleição. Segundo Schwartsman, a correção não
aparecia na proposta de Orçamento de 2027 enviada pelo governo ao Congresso e
só foi anunciada depois de pesquisas mostrarem um cenário mais difícil para
Lula na disputa.
A outra medida citada pelo colunista foi a proibição
das bets a apenas nove dias da votação. A decisão interrompe, segundo ele,
quase quatro anos de esforços do próprio governo para regulamentar o setor e
ainda pode reduzir a arrecadação federal sem impedir que apostadores migrem
para plataformas ilegais.
Para Schwartsman, os dois episódios reforçam a
avaliação de que Lula estaria priorizando a permanência no poder em vez de
conduzir o governo com estabilidade até o fim do mandato. O próprio presidente
resumiu a disputa recentemente ao dizer que a escolha não seria entre ele e um
“gênio”, mas entre os candidatos que estão na corrida.
Com informações da folha de São Paulo –
coluna Hélio Schwartsman

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