O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta
quarta-feira (30), em plenário virtual das 10h às 23h59, uma sessão
extraordinária para avaliar a decisão monocrática do ministro André Mendonça
que determinou a exclusão de publicações envolvendo o senador e candidato à
Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e divulgação de fake news sobre Nossa
Senhora.
A convocação foi formalizada pelo presidente da
Corte, Kassio Nunes Marques, após o episódio deflagrar um novo atrito no
Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem de Mendonça inicialmente voltada a uma
postagem do ator Antonio Tabet e estendida a outros conteúdos sobre a falsa
intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida
gerou sobreposição de decisões e discussões nos bastidores.
Diante do conflito, Nunes Marques acionou o
presidente do STF, Edson Fachin, para pedir providências. Nos bastidores,
ministros do TSE avaliam que o desgaste institucional poderia ter sido evitado
caso o caso tivesse sido encaminhado diretamente ao colegiado desde o início.
A estratégia de submeter o tema ao plenário do TSE
busca esvaziar a movimentação do ministro Flávio Dino para levar a discussão ao
plenário do STF, centralizando a solução do impasse na Justiça Eleitoral.
ENTENDA O CASO
A polêmica começou após a circulação de uma informação falsa de que Flávio
Bolsonaro (PL) pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de
Padroeira do Brasil. O boato surgiu a partir de um comentário na televisão
sobre uma suposta articulação de setores evangélicos, sem citar o candidato.
Embora o conteúdo tenha sido posteriormente corrigido, a informação viralizou
nas redes sociais. A história também resgatou um projeto apresentado em 2007
sobre o título da santa, arquivado em 2008 e sem relação com Flávio.
Com informações do Metrópoles

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