O texto é da coluna de Mario Sabino, do
Metrópoles:
Lula e os seus apaniguados nas redes sociais e na
imprensa atingiram o grau máximo de abjeção com a mentira de que Flávio
Bolsonaro pretende, se eleito, retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa
Senhora Aparecida.
Mais grave ainda é o fato de Flávio Dino ter dado
permissão a que a vileza seguisse o seu curso, cassando a decisão de André
Mendonça de retirá-la do ar, em resposta a um pedido legítimo da campanha do
adversário do chefão petista.
O dado que seria cômico, não fosse trágico, é que a
ordem, em suposta defesa da liberdade de expressão, foi emanada de um ministro
que processou um youtuber que o chamou de “gordola” e que persegue um
jornalista do seu Maranhão natal por ele ter denunciado Dino pelo irregular de
carros oficiais — jornalista que teve o seu sigilo de fonte quebrado por
Alexandre de Moraes.
O eterno ministro da Justiça de Lula usurpou, assim,
a competência do TSE, que vem sendo continuamente desautorizado pelos políticos
do STF, mostrou que está disposto a tudo e muito mais para reeleger o chefão
petista e reforçou a convicção geral de que o STF virou um tribunal de
fancaria.
Pode-se afirmar a respeito da ética de Dino, o
comunista de Lula, o que escreveu o dramaturgo alemão Bertolt Brecht, na peça A
Medida:
“Quem luta pelo comunismo tem de poder lutar e não
lutar; dizer a verdade e não dizer a verdade; prestar serviços e negar
serviços; manter a palavra e não cumprir a palavra; enfrentar o perigo e evitar
o perigo; identificar-se e não identificar-se. Quem luta pelo comunismo tem de
todas as virtudes apenas uma: a de lutar pelo comunismo.”
Nesta nossa democracia insalubre, o episódio deixa
claro mais uma vez que, por obra e falta de graça do Supremo, é proibido falar
verdades sobre Lula, mas é permitido dizer mentiras a respeito de qualquer um
que seja o seu adversário.
É também franqueado ao chefão petista comprar os
votos dos mais pobres com dinheiro público, bem como dar canetadas que implicam
fechamento de negócios legais e perda de receita fiscal, sem que haja qualquer
estudo de impacto e algum cuidado com segurança jurídica, desde que o ato
autoritário aponte eventual ganho eleitoral.
Está mais evidente, ainda, como se preciso fossem
provas adicionais, que o STF virou um balcão destinado a servir amigos que
escolhem o ministro mais adequado para a vitória das suas ações e no qual
integrantes seus proferem decisões monocráticas sobre assuntos que bem
entendem, bastando para isso usar processos até mesmo arquivados que possam
guardar semelhança remota com o tema em que resolveram intrometer-se.
Flávio Bolsonaro nunca disse que retiraria o título
de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida; Lula e o STF usaram dessa
mentira para chutar a santa para o meio do picadeiro, porque o chefão petista
vinha perdendo apoio entre os católicos. Mas Deus não perdoa a falsidade, como
mostram as pesquisas que continuam a dar Lula e Flávio em empate técnico.

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