segunda-feira, 28 de setembro de 2026

SERRACAIADENSE - Matadouro público de Serra Caiada: Até quando a saúde da população vai esperar?

 



Jalmir Flávio

Cobrança por um novo matadouro, afastado da área urbana, atravessa gerações de gestores sem resposta

Entra ano, sai ano, muda o mandato, e o matadouro público de Serra Caiada continua no mesmo lugar, em meio à cidade. Para quem mora perto, o problema é conhecido. Para quem consome a carne abatida ali, é uma preocupação que nunca deveria existir.

Um problema que atravessa gestões

Há mais de duas décadas o município é comandado por um mesmo grupo político, com nomes que se alternam no poder, como Faustinho, Socorro e Joãozinho Furtado. Nesse período, segundo críticos da administração, nenhum deles tirou do papel a construção de um novo matadouro.

A crítica vai além do matadouro e alcança o próprio modelo de gestão: obras que já existem são desfeitas e refeitas a cada troca de mandato, enquanto demandas estruturais ficam de fora. 

Por que a mudança importa

Abater animais no meio da cidade traz riscos que especialistas em vigilância sanitária costumam apontar: resíduos, odores, contaminação de solo e água e dificuldade de garantir a inspeção adequada. Um novo matadouro, em área afastada e com estrutura própria para tratamento de resíduos, reduziria esses riscos e ofereceria mais segurança a quem consome a carne.

Há também um ganho urbano. Com a desativação do atual matadouro, a área poderia receber novas moradias e espaços de lazer, num município que precisa crescer com ordem e qualidade de vida.

O que se cobra

Quem cobra a mudança não pede o impossível. Pede o básico:

  • a apresentação de um projeto para o novo matadouro;
  • a definição de terreno e previsão orçamentária;
  • um cronograma público, com prazos que a população possa acompanhar;
  • informações claras sobre a situação sanitária e ambiental do equipamento atual.

Tudo isso pode ser solicitado formalmente à prefeitura pela Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011).

O outro lado

Obras desse porte exigem recursos, licenciamento ambiental e inspeção, e nenhuma gestão as resolve de um dia para o outro. Por isso, mais importante que a promessa é o planejamento: saber se há projeto, quanto custa, de onde virá o dinheiro e para quando.

A pergunta que fica

Enquanto o tema vai sendo adiado, a população segue convivendo com os riscos e sem uma resposta clara. Saúde pública não é pauta de campanha, é obrigação de governo. E a pergunta segue sem resposta: onde está o projeto do novo matadouro de Serra Caiada? – Jalmir do Sindicato.

 

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