Na sessão agendada pelo presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para a terça, 15, o procurador-geral da
República, Paulo Gonet (foto), deveria se sentar à direita de Fachin.
Caberia a Gonet, como representante máximo do
Ministério Público, dar sua opinião sobre a abertura ou não de um inquérito
para apurar as relações entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o
banqueiro Daniel Vorcaro.
Mas, em respeito ao que resta desta República, Gonet
deveria ficar quieto e se declarar impedido, cedendo a cadeira para um
subprocurador.
Além do que já se sabia sobre Gonet, a quebra de
sigilo do caso Master nesta sexta, 11, trouxe mais informações sobre a atuação
do procurador-geral junto a Vorcaro.
No final de dezembro, Gonet atuou em dobradinha com
Dias Toffoli para estabelecer o máximo grau de sigilo às investigações do banco
Master.
Em 22 de dezembro do ano passado, mais precisamente
às 14h57, Paulo Gonet apresentou uma petição a Toffoli solicitando sigilo no
grau máximo previsto (nível 4), sem apresentar argumentos.
No dia seguinte, Toffoli estabeleceu o grau máximo
de sigilo.
Também em 2025, Gonet e seu filho participaram de
uma festa com Vorcaro em Londres, regada a charuto e whisky Macallan. O
inquérito da PF traz uma mensagem de Gonet comemorando a confirmação da festa,
em março de 2025: “Oba!!! Tomara que tenha charuto e macalan!“.
Com informações de O Antagonista

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