André Mendonça logo se firmou como um dos mais
admirados ministros do Supremo, por sua coragem, decência, rigor técnico e
serenidade nas relatorias das fraudes bilionárias contra aposentados do INSS e
clientes do Banco Master, atingindo poderosos em cheio, incluindo colegas.
A turma que compartilha o poder no Brasil – Lula,
lulistas do STF e o presidente do Senado – tentam a isolar Mendonça, mas isso o
fortalece: quanto mais o sistema estrebucha, mais a opinião pública o vê como
juiz que não se dobra aos poderosos e inspira temor em cada um deles.
A firmeza com que enfrenta o dilema de investigar o
poder ou preservar o poder é o que o tornou, para os brasileiros, figura de
confiança. Agora, aonde chega, em eventos jurídicos ou nos cultos semanais de
sua igreja em São Paulo, o tímido ministro André se vê ovacionado.
Até mesmo antipetistas compreendem seu cuidado no
caso envolvendo tráfico de influência e corrupção Lulinha, filho de Lula.
Dividido entre relatoria e retaliação, o STF tem
outro dilema: preservar ou hostilizar quem é sua esperança de reconquistar
respeito e confiança.
DIÁRIO DO PODER

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