segunda-feira, 10 de agosto de 2026

MARIO SABINO: Programa de governo de Lula: balelas, lorotas e mentiras

 


O programa de governo de Lula é uma compilação de balelas realizadas, lorotas em andamento e mentiras a ser implantadas.

O partido do chefão está no poder desde 2003, à exceção do intervalo de 5 anos e 7 meses, soma dos mandatos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, e o programa de governo de Lula dá a entender que o Brasil, já um sucesso fenomenal graças a ele e ao PT, irá galgar ainda mais andares no ranking das nações nos próximos quatro anos, caso o chefão petista seja reeleito.

O parágrafo mais desavergonhado — dá para ver o redator rebolando para escolher o adjetivo — é o que fala sobre a situação fiscal brasileira, essa conquista dos guerreiros do povo brasileiro.

“Adotamos uma estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição de gastos sociais. Restabelecemos os pisos constitucionais da saúde e da educação, reorganizamos as contas públicas. Entre 2023 e 2026, fizemos um enorme esforço fiscal, de aproximadamente 2% do PIB, R$ 240 bilhões. As projeções indicam que o déficit primário encerrará 2026 próximo de 0,4% do PIB, bastante próximo do equilíbrio fiscal”, diz o texto.

Ri para não chorar, clichê que virou hábito incorporado em vários aspectos da vida deste senhor cansado de indignar-se.

A “estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição dos gastos” consistiu em tirar uma série de despesas bilionárias, de caráter eleitoreiro, do teto fixado em lei. Há quem chame ternamente de puxadinhos.

É como se uma família ajustasse o orçamento doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite imposto pelas entradas salariais.

Oficialmente, os gastos excepcionais do governo Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de precatórios (herdados do governo de Jair Bolsonaro), o total ultrapassará os R$ 300 bilhões.

É como se uma família ajustasse o orçamento doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite imposto pelas entradas salariais.

Oficialmente, os gastos excepcionais do governo Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de precatórios (herdados do governo de Jair Bolsonaro), o total ultrapassará os R$ 300 bilhões.

O paciente somos nós que pagamos a conta, uma vez que governo não produz riqueza, embora possa imprimir dinheiro tão desprovido de lastro quanto as palavras que não pagam dívidas (parafraseio Shakespeare).

Ao fim e ao cabo, a “estratégia fiscal inovadora” de Lula é um troço tão  formidável que resolvi adotá-la aqui. Desde então, o orçamento aqui no lar doce lar ficou folgadíssimo ao som de “era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada”. Como é que não pensei nisso antes?

Por Mario Sabino, Metrópoles

 

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