O programa de governo de Lula é uma compilação de
balelas realizadas, lorotas em andamento e mentiras a ser implantadas.
O partido do chefão está no poder desde 2003, à
exceção do intervalo de 5 anos e 7 meses, soma dos mandatos de Michel Temer e
Jair Bolsonaro, e o programa de governo de Lula dá a entender que o Brasil, já
um sucesso fenomenal graças a ele e ao PT, irá galgar ainda mais andares no
ranking das nações nos próximos quatro anos, caso o chefão petista
seja reeleito.
O parágrafo mais desavergonhado — dá para ver o
redator rebolando para escolher o adjetivo — é o que fala sobre a situação
fiscal brasileira, essa conquista dos guerreiros do povo brasileiro.
“Adotamos uma estratégia fiscal inovadora com o novo
arcabouço fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a
recomposição de gastos sociais. Restabelecemos os pisos constitucionais da
saúde e da educação, reorganizamos as contas públicas. Entre 2023 e 2026,
fizemos um enorme esforço fiscal, de aproximadamente 2% do PIB, R$ 240 bilhões.
As projeções indicam que o déficit primário encerrará 2026 próximo de 0,4% do
PIB, bastante próximo do equilíbrio fiscal”, diz o texto.
Ri para não chorar, clichê que virou hábito
incorporado em vários aspectos da vida deste senhor cansado de indignar-se.
A “estratégia fiscal inovadora com o novo arcabouço
fiscal, que controlou o crescimento das despesas sem prejudicar a recomposição
dos gastos” consistiu em tirar uma série de despesas bilionárias, de caráter
eleitoreiro, do teto fixado em lei. Há quem chame ternamente de puxadinhos.
É como se uma família ajustasse o orçamento
doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite
imposto pelas entradas salariais.
Oficialmente, os gastos excepcionais do governo
Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se
contarmos, porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o
pagamento de precatórios (herdados do governo de Jair Bolsonaro), o total
ultrapassará os R$ 300 bilhões.
É como se uma família ajustasse o orçamento
doméstico colocando gastos exorbitantes no cartão de crédito fora do limite
imposto pelas entradas salariais.
Oficialmente, os gastos excepcionais do governo
Lula, desde 2023, chegarão a R$ 170 bilhões até o final deste ano; se contarmos,
porém, a fatia retirada dessa conta pela PEC da Transição e o pagamento de
precatórios (herdados do governo de Jair Bolsonaro), o total ultrapassará
os R$ 300 bilhões.
O paciente somos nós que pagamos a conta, uma vez
que governo não produz riqueza, embora possa imprimir dinheiro tão desprovido
de lastro quanto as palavras que não pagam dívidas (parafraseio Shakespeare).
Ao fim e ao cabo, a “estratégia fiscal inovadora” de
Lula é um troço tão formidável que resolvi adotá-la aqui. Desde então, o
orçamento aqui no lar doce lar ficou folgadíssimo ao som de “era uma casa muito
engraçada, não tinha teto não tinha nada”. Como é que não pensei nisso antes?

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