As declarações do presidente Lula sobre combate à
corrupção já não seriam suficientes para reduzir o desgaste político provocado
pelas investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
A avaliação é do colunista Josias de Sousa, do UOL.
Segundo o jornalista, Lula voltou a recorrer a um
discurso utilizado na campanha de 2022, destacando mecanismos de controle e
investigação criados durante seus governos. Em entrevista à Record neste
domingo, o presidente afirmou que a corrupção é “uma coisa quase
incontrolável”, exaltou a capacidade de investigação do país e a autonomia da
Polícia Federal.
Lula também repetiu que ninguém está “acima da lei”,
incluindo o próprio filho e seu ex-chefe de gabinete, Marcola, ambos alvos de
investigações.
Para Josias de Sousa, porém, as falas já não
conseguem conter o impacto político do caso. O colunista observa ainda que
diminuíram nas redes ligadas ao PT as referências ao chamado “Bolsomaster”,
expressão usada para explorar as relações do filho de Jair Bolsonaro com o
banqueiro Daniel Vorcaro.
Enquanto adversários exploram eleitoralmente as
investigações envolvendo Lulinha, Lula enfrenta a campanha sem poder assegurar
publicamente a inocência do filho ou de seu ex-chefe de gabinete diante das
suspeitas investigadas.

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