A imprensa nacional parece que acordou sobre o
absurdo que é o inquérito contra Lulinha. Hoje, a CNN Brasil trouxe a seguinte
manchete:
"PF levou sete meses para enviar a Mendonça
quebra de sigilo de Lulinha", na coluna de Matheus Teixeira.
O texto aponta o seguinte:
A Polícia Federal levou mais de sete meses para
enviar ao ministro André Mendonça os dados das quebras de sigilo de Fábio Luís
Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva (PT).
A demora teria sido um dos motivos para o atrito
entre a polícia e Mendonça, que é relator dos inquéritos do INSS e do Banco
Master.
O magistrado determinou a derrubada dos sigilos
fiscais, bancários e telemáticos do primogênito do chefe do Executivo em
dezembro do ano passado, no âmbito da investigação sobre desvios de aposentados
e pensionistas.
Diante da demora para encaminhar o resultado das
diligências e devido a outras decisões da PF que incomodaram Mendonça, como a
troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS, o ministro mandou
a polícia enviar a seu gabinete os dados brutos do caso, ou seja, a íntegra das
quebras.
A Polícia Federal, no entanto, interpretou a decisão
como uma invasão da autonomia investigativa da corporação. A PF chegou a
acionar a Advocacia-Geral da União para estudar a apresentação de um recurso
perante o STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a ordem judicial, mas
nenhuma medida jurídica foi concretizada.
Integrantes do governo federal, como o
advogado-geral da União, Jorge Messias, entraram em campo para tentar apaziguar
a relação do ministro com a cúpula da corporação.

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