Um delegado da Polícia Federal (PF) de Marília (SP),
identificado como José Navas Júnior, é alvo, nesta quarta-feira (19/8), da
Operação Sinon, deflagrada pela própria corporação para investigar um esquema
de corrupção envolvendo o fornecimento indevido de informações sigilosas sobre
diligências policiais em troca de vantagens financeiras.
As apurações apontam que, desde 2023, o delegado da
PF teria utilizado a sua função e o acesso a sistemas corporativos da
instituição para realizar consultas direcionadas a pessoas e a procedimentos
sob investigação.
As informações obtidas seriam posteriormente
repassadas a investigados, possibilitando a adoção de medidas destinadas a
dificultar ou frustrar as diligências policiais.
A ação cumpre oito mandados busca e apreensão em São
Paulo (SP) e no Rio Grande do Sul (RS), além do bloqueio e sequestro de bens.
As medidas foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Justiça Federal em Marília
(SP).
No âmbito da operação, foram determinadas ainda
medidas cautelares diversas da prisão, incluindo a suspensão do exercício da
função pública e a proibição de acesso às dependências, aos sistemas e aos
recursos tecnológicos da PF.
Os fatos investigados envolvem os crimes de violação
de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa, associação criminosa e embaraço
à investigação de organização criminosa.
As diligências prosseguem com o objetivo de
identificar todos os envolvidos, de esclarecer a origem e a destinação dos
recursos movimentados e de dimensionar os danos provocados às investigações
policiais afetadas.
Metrópoles

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