Somente no segundo trimestre deste ano, 986 empresas
do mais diferentes portes pediram recuperação judicial. O número representa
alta de 20% em relação às 819 registradas no mesmo período de 2025 e evidencia
que o varejo brasileiro enfrenta uma onda de dificuldades financeiras.
O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com
6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025,
segundo o Monitor RGF-Bizdoc.
Apenas nos últimos dias, Casas Bahia e Lojas
Marabraz recorreram à recuperação judicial por causa de dívidas. Em maio, foi a
vez do Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly. Em março, o Grupo Pão de
Açúcar anunciou uma recuperação extrajudicial para renegociar débitos com
credores.
Juros elevados, crédito mais caro e o endividamento
das famílias estão entre os principais fatores que pressionam o setor. Com
menos dinheiro disponível, consumidores reduziram compra de bens como
eletrodomésticos e eletrônicos.

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