A carga tributária brasileira atingiu 32,4% do PIB
em 2025, maior percentual da série histórica do Tesouro Nacional, iniciada em
2010. O índice subiu 2,1 pontos percentuais em dois anos, passando de 30,3% em
2023 para 32,4% em 2025, sinalizando que a arrecadação avançou acima do
crescimento da economia.
O aumento foi concentrado principalmente no Governo
Central, cuja carga tributária cresceu 0,26 ponto percentual do PIB em 2025.
Estados tiveram queda de 0,10 ponto, enquanto municípios avançaram 0,03 ponto,
resultando em alta de 0,18 ponto percentual no total.
Entre as principais receitas responsáveis pelo
avanço estão o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o IOF e as
contribuições previdenciárias ao RGPS. O Tesouro relaciona o aumento do IRRF ao
crescimento da massa salarial e das contribuições previdenciárias à expansão do
emprego formal e à reoneração da folha.
Série histórica
A carga tributária passou de 30,3% do PIB em 2010
para 32,4% em 2025. O recorde anterior, pela metodologia revisada, havia sido
registrado em 2024, com 32,2%.
A série foi recalculada pelo Tesouro para adequar os
dados às normas internacionais de estatísticas fiscais. A revisão retirou do
cálculo as receitas do FGTS e as contribuições destinadas ao Sistema S.

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