O déficit atuarial do Instituto de Previdência dos
Servidores do RN (Ipern) fechou dezembro de 2025 em R$ 55,94 bilhões, segundo
relatório apresentado ao Conselho Estadual de Previdência Social.
Na prática, esse valor corresponde à diferença entre
o que o sistema projeta arrecadar e o que deverá gastar, no futuro, com
aposentadorias e pensões.
Hoje, o Tesouro Estadual precisa repassar cerca de
R$ 150 milhões por mês para complementar o pagamento de aposentadorias e
pensões, conforme informações da Tribuna do Norte.
Segundo o relatório, o regime conta com 49.374
servidores ativos, 45.686 aposentados e 8.325 pensionistas.
Pelas projeções atuariais, o sistema tem R$ 60,34
bilhões em obrigações futuras. Em contrapartida, dispõe de R$ 4,39 bilhões em
ativos, considerando investimentos e compensações previdenciárias. Essa
diferença explica o déficit atuarial de R$ 55,94 bilhões.
O déficit também é alvo de acompanhamento do
Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que estabeleceu prazo para que o Governo
do Estado apresentasse um plano de amortização.
Conforme o processo, a Procuradoria-Geral do Estado
(PGE) recorreu da decisão e agora aguarda manifestação da relatora, conselheira
Ana Paula de Oliveira Gomes.
Para o presidente do Conselho Estadual de
Previdência Social, Eleazar Cavalcante de Brito, a previdência representa hoje
o maior desafio fiscal do Estado. Ele defende medidas estruturais para
reequilibrar o sistema.
O economista Helder Cavalcanti explicou que o
déficit atuarial não significa falta imediata de dinheiro para pagar
aposentadorias e pensões. Segundo ele, o indicador mede a capacidade de o
sistema se manter sustentável no longo prazo.
O Ipern informou que não comentará o assunto
enquanto os estudos não forem concluídos e aprovados pelo Governo do Estado.

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