A caderneta de poupança registrou retirada líquida
de R$ 39,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados nesta
quarta-feira (8) pelo Banco Central. O resultado reflete um cenário de pressão
sobre o orçamento das famílias, com os saques superando os depósitos ao longo
da maior parte do período.
Os maiores saldos negativos foram registrados em
janeiro, com retirada líquida de R$ 23,5 bilhões, e em março, com R$ 11,1
bilhões. Maio foi o único mês do semestre a apresentar resultado positivo, com
entrada líquida de R$ 2,6 bilhões. Em junho, os saques líquidos somaram R$
237,5 milhões, o menor volume para o mês desde 2012.
Apesar das retiradas, o saldo total da poupança
permaneceu em R$ 1,020 trilhão, praticamente estável em relação ao mesmo
período do ano passado. Ainda assim, a modalidade segue registrando perdas
anuais de recursos desde 2021, com predominância de meses em que os saques
superam os depósitos.

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