Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral,
o Palácio do Planalto teve mais uma baixa no quadro de funcionários: Marco
Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola nos corredores do Palácio. Ele
atuava como chefe do gabinete pessoal do presidente da República, o
braço-direito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo apurou a CNN Brasil, Marcola deixou o
governo nessa terça-feira (21) para integrar a campanha à reeleição do petista.
Assim como nas eleições de 2022, ele vai atuar ao lado de Gilberto Carvalho,
que também foi chefe de gabinete da presidência da República durante os
governos Lula 1 e 2, de 2003 a 2010.
Os dois nomes de confiança do presidente vão atuar,
juntos, na agenda do petista. Segundo fontes da campanha, Carvalho vai atuar na
ponta, acompanhando Lula nos estados, enquanto Marcola ficará em Brasília, com
a parte estratégica da agenda.
Quem é Marcola
Marcola se graduou em ciências sociais e é mestre em
ciência política. No mestrado, o paulistano defendeu uma tese sobre o Partido
dos Trabalhadores: "Do manifesto dos 113 à unidade na luta: a trajetória
da articulação e os conflitos internos do Partido dos Trabalhadores na
construção de uma coalizão dominante (1983-1995)".
Petista desde a juventude, Marcola é o "homem
dos recados" de Lula. Sem acesso a celular, para falar com o presidente da
República é necessário, antes, ligar para o chefe de gabinete. O braço-direito
de Lula mantém um perfil discreto, de confiança e, quase nunca, fala com a
imprensa.
Quando citado pelo presidente publicamente, o
apelido Marcola causa confusão por ser homônimo de Marcos Willians Herbas
Camacho, apontado pelas autoridades como o líder máximo do PCC (Primeiro
Comando da Capital).
Antes de chegar a Lula, Marcola, o petista,
trabalhou como assessor parlamentar do atual presidente do PT, Edinho Silva,
quando ele ainda era deputado estadual em São Paulo, no ano de 2014.

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