O vereador de Mossoró cabo Deyvison afirmou,
em entrevista exclusiva ao programa Patrulha, nesta sexta-feira
(10), que sofreu uma tentativa de suborno e, posteriormente, um atentado contra
a própria vida após atuar no combate às pichações atribuídas a facções
criminosas na cidade.
Segundo o parlamentar, as ameaças começaram quando
ele participou da remoção das pichações feitas por organizações criminosas.
Além disso, ele afirmou que decidiu manter a atuação mesmo diante das
intimidações.
“Tentaram me subornar porque eu estava pintando as
pichações de facções na cidade de Mossoró. Quando viram que eu não ia recuar,
atentaram contra a minha vida.”
Facções ampliaram atuação
Durante a entrevista, o vereador afirmou que a
atuação das facções criminosas vai além do tráfico de drogas e alegou que os
grupos passaram a exercer influência sobre comunidades e comerciantes. “A
guerra de facções no nosso estado não é mais por ponto de drogas. Eles
controlam pessoas, estão extorquindo comerciantes, expulsando moradores,
impedindo conselheiros comunitários de trabalharem e estuprando crianças.”
Vereador defende mudanças na legislação
Além das denúncias, cabo Deyvison defendeu
alterações na legislação penal brasileira. Segundo ele, a Lei de Execução Penal
precisa ser atualizada para endurecer as regras aplicadas a líderes de
organizações criminosas. “As mudanças precisam vir das leis. A Lei de Execução
Penal está defasada, é de 1984. Ela regulamenta o parlatório e a visita íntima.
Preso líder de facção tem que estar na mesma cela, sem visita íntima. Vamos
trabalhar para mudar essas leis.”
O vereador também afirmou que recursos provenientes
do tráfico de drogas seriam utilizados em diferentes atividades econômicas.
Parlamentar convoca classe política para
enfrentamento
Ao longo da entrevista, cabo Deyvison convocou
outros parlamentares a participarem do enfrentamento ao crime organizado.
“Vamos para o enfrentamento e convoco todos os parlamentares para entrarem
nesta luta.”
Em outro momento, o vereador reforçou que pretende
manter sua atuação. “Eu não fui eleito para ficar calado.” Ainda segundo ele,
comerciantes estariam sendo alvo de extorsões por parte de grupos criminosos.
“Estão extorquindo os comerciantes e, se não
atenderem ao telefone, colocam fogo no estabelecimento comercial.” Por fim, o
parlamentar afirmou que o combate às organizações criminosas exige participação
da classe política. “Essa responsabilidade é da classe política. É preciso
coragem. Não são mais facções, são grupos terroristas, pois estão querendo
entrar na política.

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