De acordo com a AtlasIntel, responsável pela
pesquisa eleitoral divulgada no último dia 1º de julho e questionada pelo Partido
Liberal (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as supostas falhas e
irregularidades apontadas pelo partido no levantamento são resultado de
problemas de natureza técnica relacionados ao próprio sistema da Justiça
Eleitoral.
De acordo com ação apresentada pelo PL, o instituto
deixou de apresentar documentos obrigatórios que permitiriam auditar o
levantamento, como informações sobre os municípios e os setores censitários
pesquisados, além da composição demográfica da amostra.
O PL também aponta supostas inconsistências entre o
plano amostral registrado e o questionário aplicado e sustenta que, por essas
razões, a pesquisa deveria ser tratado como uma pesquisa sem registro.
A AtlasIntel, entretanto, alega que todos os
arquivos exigidos pela legislação eleitoral foram devidamente submetidos ao
sistema PesqEle dentro do prazo previsto para o registro da pesquisa, incluindo
os arquivos referentes aos bairros e municípios contemplados na amostra.
“As evidências disponíveis indicam que se trata de
um problema de natureza técnica relacionado ao próprio sistema do TSE. Embora o
arquivo tenha sido corretamente enviado e permaneça disponível na área restrita
do sistema, ele deixou de aparecer na visualização pública do registro,
comportamento incompatível com o funcionamento esperado da plataforma”, afirma
o instituto, em nota.
A empresa cita uma situação recente e semelhante,
envolvendo o Instituto Vox Brasil com a pesquisa registrada sob o número
PR-09668/2026.
“Na ocasião, também foi alegado que o instituto não
teria apresentado o arquivo de bairros e municípios. Após análise realizada
pelos técnicos do Tribunal Superior Eleitoral, constatou-se que toda a
documentação havia sido regularmente submetida, tendo o problema decorrido de
falha de exibição do próprio sistema”, destacou a AtlasIntel.
Metrópoles

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