A defesa do ministro
afastado do STJ Marco Buzzi anexou ao processo que tramita no STF
laudos médicos que apontam disfunção erétil, ausência de libido e outras
condições clínicas para contestar uma
das denúncias de importunação sexual contra o magistrado.
Segundo os advogados, os exames indicam que Buzzi
sofre de disfunção erétil de origem multifatorial, hipogonadismo, ausência de
ejaculação anterógrada e outras doenças, como diabetes e hipertensão, além de
ter passado por cirurgia de próstata. A defesa afirma que esse quadro seria
incompatível com o relato da denunciante.
A jovem, de 18 anos, afirmou às autoridades que,
durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), sentiu a genitália do
ministro pressionando seu corpo enquanto ele tentava segurá-la. Os advogados
sustentam que a condição clínica descrita nos laudos inviabilizaria a situação
narrada.
A defesa também apresentou o depoimento de uma
testemunha que disse ter visto os dois no mar sem contato físico. Segundo esse
relato, eles permaneceram separados por cerca de um metro e meio e o ministro
apenas ofereceu a mão para ajudar a jovem ao sair da água.
Marco
Buzzi está afastado do STJ desde fevereiro e nega as acusações.
Além da denúncia feita pela jovem, uma servidora terceirizada do tribunal
também o acusou de importunação sexual. O caso é investigado pelo STF, pelo STJ
e pelo CNJ.

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