O Rio Grande do Norte registrou déficit de US$ 3,8
milhões na balança comercial em maio de 2026, encerrando uma sequência de resultados
positivos que durava desde julho de 2024.
O resultado foi provocado pela forte queda das
exportações.
As vendas do Estado para o exterior somaram US$ 37,9
milhões no mês, uma redução de 50,8% em relação a maio de 2025, quando
alcançaram US$ 77,4 milhões. Já as importações cresceram 11,2%, passando de US$
37,8 milhões para US$ 41,7 milhões.
Na prática, o saldo comercial potiguar saiu de um
superávit de US$ 39,6 milhões em maio do ano passado para um déficit de US$ 3,8
milhões neste ano, uma piora de mais de US$ 43 milhões.
Ouro foi o principal produto exportado
O principal produto exportado foi o ouro,
responsável por US$ 17,3 milhões, o equivalente a 45,7% das vendas externas do
Estado. Também se destacaram frutas e nozes (US$ 5,8 milhões) e minerais em
estado bruto (US$ 2,3 milhões).
Canadá lidera como principal destino das
exportações do RN
O Canadá liderou entre os destinos das exportações
potiguares, comprando US$ 13,6 milhões em produtos do RN. O dado que mais
chamou atenção, porém, foi a queda nas compras dos Estados Unidos. O país
reduziu em 87,2% suas aquisições, deixando de comprar cerca de US$ 26 milhões
em produtos potiguares na comparação com maio de 2025.
Combustíveis lideram importações
Do lado das importações, os combustíveis lideraram as
compras externas, movimentando US$ 14,1 milhões e registrando crescimento de
109,2%. Os principais fornecedores do RN foram os Países Baixos (Holanda),
Argentina e China.
Apesar do resultado negativo em maio, o desempenho
acumulado do ano segue positivo. Entre janeiro e maio, o RN exportou US$ 481,3
milhões e importou US$ 203,7 milhões, mantendo um superávit de US$ 277,7
milhões.
Enquanto o RN fechou maio no vermelho, a balança
comercial brasileira registrou superávit de US$ 8 bilhões no período, com exportações
de US$ 32 bilhões e importações de US$ 24,1 bilhões.
Com informações de Tribuna
do Norte

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