A Federação formada pelo PT, PV e PCdoB enfrenta um
impasse na montagem da nominata para deputado federal em 2026. Pela legislação
eleitoral, o grupo poderá apresentar até nove candidatos, mas o PT, sozinho, já
extrapolou a cota que lhe caberia dentro da composição.
Hoje, o partido tem seis pré-candidatos colocados na
disputa: Natália Bonavides, Fernando Mineiro, Marleide Cunha, Odon Júnior,
Brisa Bracchi e Alexandre Lima. O problema é que há espaço para apenas cinco
nomes petistas na chapa da Federação Brasil da Esperança.
Nos bastidores, a pressão se concentra sobre
Alexandre Lima, ex-secretário estadual do Desenvolvimento Rural e da
Agricultura Familiar (Sedraf). Integrantes do partido defendem que ele retire
sua pré-candidatura para abrir caminho para a vereadora de Natal, Brisa
Bracchi. A disputa tem origem nas correntes internas do PT. Cada tendência
partidária indicou um nome para compor a nominata, mas a Democracia Socialista
(DS), grupo liderado pela deputada estadual Isolda Dantas, acabou apresentando
dois pré-candidatos: Brisa e Alexandre.
O entendimento das demais correntes é que não cabe
aos outros grupos abrir mão de suas indicações para acomodar uma situação
criada dentro da própria DS. Por isso, a cobrança recai sobre a tendência de
Isolda para que resolva internamente o impasse.
A preferência de parte da DS é pela manutenção da
candidatura de Brisa, considerada um quadro com maior potencial eleitoral e
visibilidade na capital. Alexandre, no entanto, resiste à pressão e não
demonstra disposição para deixar a disputa.

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