O excesso de peso já afeta quase quatro em cada dez
crianças acompanhadas pelos serviços de saúde no Rio Grande do Norte. Dados do
Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) mostram que 81 mil
crianças de 0 a 9 anos apresentavam algum grau de excesso de peso em 2025, o
equivalente a 39% do público avaliado. Como o dado se refere apenas às crianças
acompanhadas pelos serviços de saúde, o número pode ser ainda maior.
O cenário acompanha uma tendência nacional. Em todo
o Brasil, mais de 1,1 milhão de crianças convivem com obesidade e outras 783
mil apresentam obesidade grave, segundo informações do Ministério da Saúde.
O problema vai além da estética e pode trazer
consequências duradouras, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças
cardiovasculares e impactos emocionais, incluindo baixa autoestima e episódios
de bullying.
Para a pediatra Mariana Grigoletto, a prevenção
depende principalmente da identificação precoce das alterações de peso e da
adoção de hábitos saudáveis desde os primeiros anos de vida. Entre as
recomendações estão o consumo de alimentos in natura, a redução de
ultraprocessados e bebidas açucaradas, a prática regular de atividades físicas
e o controle do tempo de exposição às telas.
Dados do SISVAN também indicam que o consumo de alimentos
ultraprocessados cresce com a idade, contribuindo para a piora da qualidade da
alimentação infantil. A preocupação é reforçada por projeções da Organização
Mundial da Saúde (OMS), que colocam o Brasil entre os países com maior número
de crianças e adolescentes obesos até 2030, caso medidas mais efetivas não
sejam adotadas.
Com informações de Tribuna
do Norte

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