A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que
a investigação sobre a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste
envolvendo o ex-governador da Bahia Rui Costa (PT) seja enviada ao Supremo
Tribunal Federal (STF).
Segundo a PGR, noticiou o Metrópoles, há indícios de
que atos de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionados ao caso
tenham se estendido ao período em que Rui ocupava o cargo de ministro da Casa
Civil.
O parecer, sob sigilo, foi encaminhado ao Superior
Tribunal de Justiça (STJ), onde o caso tramita atualmente. Para a Procuradoria,
a apuração deve retornar ao STF em razão do possível envolvimento de autoridade
com foro na Corte.
O inquérito apura a compra frustrada de 300
respiradores pulmonares durante a pandemia de Covid-19. Os equipamentos foram
pagos antecipadamente, mas nunca chegaram a ser entregues.
Em documentação, o vice-procurador-geral da
República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, afirma que o petista é investigado
no chamado “núcleo político da contratação”, uma vez que presidia o consórcio à
época da assinatura do contrato.
O parecer também menciona duas colaborações
premiadas que relatam a suposta atuação de integrantes desse núcleo político no
esquema investigado.
Para a PGR, o principal fundamento para o retorno do
caso ao STF é a hipótese de que a ocultação dos recursos tenha começado no
contexto da contratação dos respiradores e permanecido durante o período em que
Rui ocupou o cargo de ministro da Casa Civil.

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