A parcela do eleitorado que não se identifica como
antipetista nem antibolsonarista representa 27% dos brasileiros e pode ser
decisiva na disputa presidencial de 2026. Segundo recortes inéditos da pesquisa
Genial/Quaest, esse grupo é mais volátil, tende a decidir o voto com base em
temas concretos, como economia, emprego e custo de vida, e não por alinhamento
ideológico.
De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, os
‘não polarizados’ respondem mais aos resultados percebidos do governo do que a
discursos políticos, disse ao jornal ‘O Globo’. Por isso, o comportamento desta
parcela do eleitorado pode mudar conforme o cenário econômico e político.
A série histórica da pesquisa mostra que esse grupo
oscilou entre 24% e 29% desde fevereiro e está em 27% em junho. No mesmo
levantamento, 31% dos entrevistados se declararam antibolsonaristas, 29%
antipetistas e 10% disseram rejeitar tanto o PT quanto o bolsonarismo. Outros
3% não souberam responder.
Quem são os ‘não polarizados’?
Segundo a Quaest, os eleitores não polarizados são
mais numerosos entre pessoas de menor renda e entre aqueles que se definem como
independentes, sem identificação com a direita ou a esquerda. Atualmente, esse
segmento demonstra maior aprovação ao governo Lula (51%) do que desaprovação
(40%), mas o instituto ressalta que esse apoio não é consolidado e pode mudar
conforme a conjuntura.
Na avaliação da pesquisa, a soma dos 27% de
eleitores não polarizados com os 10% que rejeitam tanto o petismo quanto o
bolsonarismo forma um universo de 37% do eleitorado considerado o mais
disputado na corrida presidencial.


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