O presidente da Argentina, Javier Milei, iniciou o
processo de transferência de hotéis estatais para a iniciativa privada. A
medida encerra o modelo de turismo social criado na década de 1940 durante o
governo de Juan Domingo Perón.
Os complexos ofereciam hospedagem subsidiada a
trabalhadores por cerca de US$ 10 por diária.
O governo argentino eliminou em 2025 a obrigação
legal de manter programas de turismo subsidiado. Milei considera que a operação
de hotéis pelo Estado contraria sua política de livre mercado e o plano de
redução da máquina pública. Em 2024, a atividade consumiu aproximadamente US$ 7
milhões em recursos públicos.
O ministro da Desregulamentação, Federico
Sturzenegger, afirmou que a administração de empreendimentos hoteleiros não
deve ficar sob responsabilidade do Estado. Segundo ele, operadores privados têm
melhores condições de ampliar o potencial turístico dos locais.
A decisão provocou reação de sindicatos e partidos de
oposição. Em maio deste ano, o governo demitiu os 50 funcionários que ainda
trabalhavam no complexo de Chapadmalal. A medida gerou protestos e disputas
judiciais.
Outro foco de atrito envolve o governador da
Província de Buenos Aires, Axel Kicillof. Adversário político de Milei, ele
pediu autorização para assumir a gestão dos hotéis por meio da administração
provincial. O governo federal ainda não respondeu ao pedido.
Revista Oeste

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