Segundo relatório da Operação Vérnix obtido pela
Folha de S. Paulo, as três aparecem como sócias de empresas ligadas a Deolane
que estão sob análise dos investigadores. O esquema envolve a operação de
empresas de fachada, movimentação de recursos de origem suspeita e uso de
laranjas para ocultar patrimônio.
Deolane foi presa em 21 de maio sob a acusação de que
atuava como caixa da lavagem executada pela família de Marcola. O Ministério
Público aponta uma "relação próxima" entre a família do líder do PCC
e a influenciadora, o que é negado por ambos os lados.
O caso escancara um fenômeno que as autoridades demoram
a enfrentar: o uso de influenciadores digitais e figuras midiáticas como
fachada para operações do crime organizado. Enquanto acumulam milhões de
seguidores e ostentam riqueza nas redes, os bastidores revelam conexões que
deveriam ter sido investigadas muito antes.
A ampliação do inquérito para toda a família Bezerra
indica que os investigadores trabalham com a hipótese de que não se trata de
ação isolada de Deolane, mas de uma operação familiar estruturada. Se
confirmadas as suspeitas, o caso se torna um dos maiores exemplos de
infiltração do PCC na economia legal do país.

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