quinta-feira, 4 de junho de 2026

Alcolumbre desafia Lula e convoca esforço concentrado no Senado com pautas que o governo não quer votar

 


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), convocou um esforço concentrado para as próximas semanas com pautas que incomodam diretamente o Palácio do Planalto. Entre elas, estão a PEC da autonomia financeira do Banco Central e a renegociação de dívidas do agronegócio gaúcho, duas propostas que o governo considera "bombas fiscais".

A movimentação de Alcolumbre é lida nos bastidores como uma resposta à tentativa de Lula de culpá-lo pela rejeição de Jorge Messias ao STF. Ao colocar pautas sensíveis em votação, o presidente do Senado manda um recado claro: ele não está disposto a ser tratado como subalterno do Executivo. É o tipo de postura que a Casa deveria ter sempre, independentemente de quem esteja na Presidência.

O governo tenta articular para tirar ou adiar as pautas mais sensíveis, mas enfrenta resistência crescente. A base aliada, que já não é sólida em tempos normais, se fragmenta ainda mais em ano pré-eleitoral, quando cada senador olha para a própria reeleição antes de atender ao Planalto.

Notoriamente, a PEC do Banco Central tem apoio bipartidário e contaria com votos de senadores tanto do governo quanto da oposição. Se aprovada, retiraria do presidente da República o controle sobre o orçamento do BC, algo que Lula considera inaceitável. O embate promete ser um dos mais tensos do segundo semestre legislativo.

 

 

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