O governo brasileiro afirmou que reconhece como
legítimas as ações internacionais de combate ao crime organizado, mas rejeitou
qualquer possibilidade de que medidas externas sejam usadas como justificativa
para intervenção em território nacional.
A declaração foi feita após a decisão dos Estados
Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho
(CV) como organizações terroristas estrangeiras.
Em manifestação, o assessor especial da Presidência
para assuntos internacionais, Celso Amorim, destacou que o Brasil considera
importante a cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado,
especialmente em áreas como lavagem de dinheiro e tráfico de armas.
No entanto, o governo brasileiro afirmou que não
aceita que a medida seja utilizada como “pretexto para intervenção”, segundo
informações de O Antagonista.
A decisão norte-americana envolve as facções PPC e
CV, que passaram a integrar listas internacionais de sanções e restrições
financeiras. Segundo o governo dos Estados Unidos, a medida amplia
mecanismos de cooperação e possibilita ações mais rígidas contra redes
criminosas transnacionais.
A classificação foi anunciada pelo Departamento de
Estado norte-americano e integra a política externa de segurança do governo do
presidente Donald Trump.
A declaração ocorre em meio ao aumento da cooperação
internacional no combate ao crime organizado e às discussões sobre os limites
de atuação entre soberania e ações externas.

Nenhum comentário:
Postar um comentário