A gestão da prefeita Aninha de Cleide, em Santa
Cruz, começou a enfrentar forte desgaste político após os números do Relatório
de Gestão Fiscal (RGF) do 2º bimestre de 2026, enviados ao Tribunal de Contas
do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), apontarem que o município não
atingiu o percentual mínimo constitucional de investimentos na educação.
Os dados oficiais mostram que a prefeitura aplicou
apenas 20,77% dos recursos obrigatórios em Manutenção e Desenvolvimento do
Ensino (MDE), ficando abaixo dos 25% exigidos pela Constituição Federal.
De acordo com o relatório:
Valor mínimo que deveria ser aplicado na educação:
R$ 7.357.950,29
Valor efetivamente aplicado pela gestão: R$ 6.113.567,59
Percentual aplicado: 20,77%
Na prática, a gestão Aninha de Cleide deixou de
aplicar cerca de R$ 1,24 milhão na educação municipal no período analisado pelo
RGF.
Os números ampliam as críticas contra a
administração municipal justamente em um momento delicado do ano letivo,
durante o segundo bimestre escolar, período considerado fundamental para o
desenvolvimento pedagógico dos alunos.
O dado chama atenção porque o investimento mínimo em
educação não é uma escolha política da gestão, mas uma obrigação prevista na
Constituição Federal. O descumprimento do percentual constitucional pode gerar
questionamentos dos órgãos de controle, além de provocar desgaste
administrativo e político.
Nos bastidores, opositores já classificam a prefeita
como “inimiga da educação”, diante da combinação entre baixo investimento,
reclamações recorrentes sobre a rede municipal e o desempenho fiscal
apresentado nos relatórios oficiais.
Os dados constam no Relatório de Gestão Fiscal do 2º
bimestre de 2026 encaminhado ao TCE-RN.
Fonte: Robson Pires

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