O Ministério da Fazenda reconheceu que não realizou
nenhum estudo técnico formal para fundamentar a abrangência e as regras de
formulação do programa Desenrola 2. A iniciativa é considerada uma das
principais vitrines de repercussão social do governo federal.
Em resposta a questionamentos da imprensa, a pasta
admitiu a ausência de um documento técnico unificado. Segundo o ministério, a
estrutura do projeto foi elaborada com base em avaliações internas do próprio
governo e em rodadas de conversas com representantes do setor financeiro.
Dados consolidados do último levantamento da Serasa
apontam a existência de 82 milhões de cidadãos inadimplentes no Brasil. Pelas
projeções oficiais do Ministério da Fazenda, o potencial total de atendimento
de todas as modalidades do novo programa é de 20 milhões de pessoas, o que
representa 24% do total, conforme informações do Metrópoles.
A falta de estudos específicos gerou reações no meio
técnico. O cientista político Sérgio Praça classificou a formulação da política
pública como improvisada, avaliando que a condução da pasta econômica demonstra
maior alinhamento com interesses eleitorais do que com o rigor técnico necessário
para a população.
O Desenrola 2 foca o atendimento em dívidas de
natureza financeira e bancária, englobando pendências em cartão de crédito,
cheque especial e crédito pessoal. As regras atuais são válidas para contratos
firmados até 31 de janeiro de 2026 e que registrem atraso entre 90 dias e dois
anos.

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