Uma pesquisa da consultoria NielsenIQ revelou que
62,2% dos usuários de canetas emagrecedoras precisaram mudar a prioridade de
gastos para incluir o medicamento no orçamento.
O estudo, realizado com 8.240 domicílios
brasileiros, mostra que apenas 4,6% das famílias utilizam atualmente as
canetas, mas outros 26,1% demonstram interesse no tratamento e não aderem
principalmente por causa do preço elevado.
Entre os usuários, 84% afirmam sentir impacto
moderado ou alto no orçamento doméstico. Para 62,7%, o gasto mensal com o
medicamento ultrapassa R$ 800.
Os setores mais afetados pela reorganização
financeira são bares (62,3%), serviços em geral (56,6%), restaurantes (54,9%),
lazer (50%) e supermercados (16,4%).
Segundo a NielsenIQ, a tendência é que a quebra de
patentes e a redução dos preços ampliem o acesso às canetas emagrecedoras,
aumentando seu impacto sobre o consumo das famílias brasileiras.
Atualmente, 70% dos compradores pertencem às classes
de maior renda e estão concentrados nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Com preços mais baixos, a expectativa é que o uso avance também entre
consumidores de renda média, exigindo uma nova redistribuição dos gastos
domésticos.

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