Decisões tomadas durante o terceiro mandato de Lula
e pela atual legislatura do Congresso Nacional podem gerar quase R$ 1 trilhão
em custos extras na conta de energia elétrica até 2050. O cálculo é de um
levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, que estima uma
despesa adicional de R$ 985 bilhões já contratada e que será repassada
gradualmente aos consumidores nos próximos anos.
Segundo o estudo divulgado pela Folha de São Paulo,
os custos decorrem de medidas como despesas ligadas ao Tratado de Itaipu,
incentivos e subsídios ao setor elétrico, contratação de novas fontes de
energia e decisões aprovadas pelo Congresso. O valor é equivalente a seis vezes
o orçamento anual do Bolsa Família e cinco vezes o orçamento do Minha Casa,
Minha Vida.
O levantamento também aponta que a conta de luz já
vem pesando mais no bolso dos brasileiros. Uma residência que consumia cerca de
200 kWh por mês pagava, em média, R$ 185 em janeiro de 2023. Em maio deste ano,
o valor passou para R$ 220, alta de 18,4%, acima da inflação acumulada no
período.
Entre os principais fatores apontados está o leilão
de reserva de capacidade promovido pelo Ministério de Minas e Energia, que,
segundo críticos do modelo adotado, poderá representar sozinho um impacto de R$
546 bilhões nas tarifas futuras.
Outro ponto destacado são os chamados
"jabutis" inseridos por parlamentares em projetos do setor elétrico.
Um dos casos mais citados envolve o marco legal das eólicas offshore. De acordo
com o levantamento, alterações incluídas durante a tramitação do projeto
geraram custos estimados em R$ 197 bilhões ao longo de 25 anos, após o
Congresso derrubar vetos do presidente Lula.
O Ministério de Minas e Energia contestou a
metodologia utilizada no estudo e afirmou que os cálculos não consideram
benefícios como segurança energética, expansão da infraestrutura, atração de
investimentos e geração de empregos. A pasta também defendeu que as medidas
adotadas fazem parte de uma estratégia de modernização do setor elétrico
brasileiro.

Nenhum comentário:
Postar um comentário