A retirada da arara-canindé Pepa da casa onde vivia
há 16 anos virou um caso cercado de perguntas sem resposta e revolta no Rio
Grande do Norte.
Criada desde filhote por um casal em Camurupim, no
litoral sul potiguar, Pepa era considerada parte da família. Segundo os
tutores, a ave possuía documentação legal, recebia acompanhamento veterinário
regular e vivia em ambiente adequado. Mesmo assim, em janeiro deste ano, foi
apreendida por agentes do Ibama durante uma fiscalização na pousada da família.
De acordo com os proprietários, uma cópia da
documentação foi apresentada no momento da abordagem, mas a apreensão ocorreu
da mesma forma. O caso foi parar na Justiça Federal, que determinou a devolução
da ave em até três dias. A decisão não foi cumprida. Depois, uma nova ordem
judicial fixou prazo de 48 horas para a devolução.
Foi então que veio a notícia mais dolorosa para a
família: Pepa teria morrido sob custódia do Ibama.
A informação, porém, abriu uma série de dúvidas. Os
tutores solicitaram acesso ao laudo da necropsia e a devolução do corpo da ave.
Segundo relatos da família, um documento recebido recentemente aponta que a
morte ocorreu em março, mas a necropsia só teria sido realizada em maio. O
paradeiro do corpo também não foi esclarecido.
O caso ganhou contornos ainda mais controversos após
questionamentos sobre a atuação dos servidores envolvidos na apreensão. Segundo
os familiares, parte das pessoas que participaram da ação estaria lotada em
setores administrativos do Ibama, e não em áreas de fiscalização ambiental.
Para quem conviveu com Pepa durante mais de uma
década e meia, a principal pergunta continua sem resposta: o que realmente
aconteceu com a arara após ser retirada da família?
O Ibama foi procurado para esclarecer o caso. A
orientação dada pela superintendência regional foi que os questionamentos
fossem encaminhados à assessoria nacional do órgão, em Brasília. Até o momento,
não houve manifestação.
Com informações do BZ Notícias

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