O relatório bimestral de receitas e despesas
divulgado nesta sexta-feira (22) mostra que o governo revisou para cima a
projeção de déficit primário de 2026, de R$ 59,8 bilhões para R$ 60,3 bilhões.
O valor fica próximo do limite fixado pelo arcabouço fiscal quando se aplica o
abatimento de precatórios.
A arrecadação com petróleo foi revisada para cima,
com alta de R$ 4,4 bilhões nas receitas líquidas projetadas. O preço
internacional do barril e a valorização do dólar contribuíram para o aumento.
Mesmo assim, o teto de despesas impede que os recursos extras sejam usados
livremente.
O superávit primário estimado para 2026 é de R$ 4,1
bilhões, muito abaixo da meta central de R$ 34,3 bilhões. O cumprimento formal
das regras fiscais depende do limite inferior da meta, que aceita déficit zero.
Economistas alertam que as despesas previdenciárias
e assistenciais seguem sendo subestimadas e que novos bloqueios podem ser
necessários ao longo do ano. O próximo relatório bimestral será divulgado em
julho.

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