O governo federal decidiu não adotar a taxação sobre
lucros extraordinários de empresas do setor de energia como medida para frear o
impacto da alta dos combustíveis provocada pela crise no Estreito de Ormuz. A
chamada "windfall tax", já utilizada por países europeus durante
choques energéticos, poderia aumentar a arrecadação e subsidiar o preço dos
combustíveis na bomba, mas foi descartada pela equipe econômica. O Ministério
da Fazenda, procurado, não respondeu sobre os motivos da decisão.
A escalada no preço do petróleo — que chegou a subir
4,6%, aproximando-se dos US$ 106 o barril — pressiona diretamente o bolso do
consumidor brasileiro e o caixa das companhias aéreas, que já preveem impacto
na aviação regional. O bloqueio de fertilizantes no Estreito de Ormuz também
acende alertas humanitários, com autoridades da ONU falando em risco de crise
alimentar.
A decisão do governo divide opiniões: de um lado,
economistas defendem que a medida evitaria intervenções artificiais no mercado;
de outro, críticos apontam que a população mais pobre é quem mais sofre com a
omissão, enquanto petroleiras registram lucros recordes em meio à guerra.

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