Decretos assinados pelo presidente Lula (PT) fixando
o controle do governo sobre o conteúdo das redes sociais e retirando
prerrogativas do Congresso Nacional acenderam o alerta na política nacional.
Segundo análise
do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder, a medida reforça a
grave omissão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e
da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
De acordo com o colunista, a falta de reação das
lideranças do Legislativo enfraquece o parlamento frente ao Executivo. “Eles
poderiam reagir à inciativa autoritária de Lula com instrumentos democráticos
em defesa das instituições, anulando a norma, mas mantêm acovardado silêncio”,
cravou.
O avanço sobre as redes sociais também foi alvo de
duras críticas técnicas. O advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em
direito digital, advertiu durante participação no programa Pânico que o novo
decreto presidencial representa um grave risco à liberdade de expressão no
país.
Em sua análise sobre o atual cenário político em
Brasília, o colunista do Diário do Poder apontou uma estratégia contínua para
enfraquecer o poder dos parlamentares. Ele destacou que “Tem sido recorrente no
regime (Lula e aliados no STF) desqualificar e neutralizar o Legislativo como
se a ideia fosse torná-lo dispensável”.
Para Humberto, a postura passiva de Alcolumbre e
Motta cobra um preço alto para a democracia brasileira. “Essa paralisia
sistemática de dignidade esvazia o papel do Legislativo, eleito pela população,
reduzindo-o a coadjuvante do Planalto e do STF”, afirmou o analista político.
Especialistas alertam que o decreto obriga as
plataformas digitais a estabelecerem uma barreira de autocensura, sufocando o
debate público. A medida “fere de morte a internet livre”, conforme advertência
feita por professor e especialista do MBA da Fundação Getulio Vargas (FGV).

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