O
ex-banqueiro Daniel Vorcaro completa neste sábado (4) um mês preso em meio às
negociações para uma delação premiada. Ele foi detido no âmbito da terceira
fase da operação Compliance Zero.
Na
Superintendência, na Asa Sul de Brasília, Vorcaro mantém uma rotina discreta.
Não é visto pelos policiais durante o banho de sol, diferentemente do
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, quando ficou preso no mesmo local, era
visto pelos agentes na hora em que saía da cela.
No
quesito alimentação, Vorcaro está seguindo o padrão dos demais detentos: café
da manhã com pão, leite, café e fruta, servidos na cela. No almoço e no jantar,
há arroz, feijão, proteína e salada. Há, ainda, lanche da tarde e ceia.
Diariamente,
o preso recebe visita de seus advogados. O principal deles, Sérgio Leonardo, é
o mais frequente e tem ido à Superintendência desde 21 de março, após Vorcaro
chegar à PF. Por duas terças-feiras seguidas, também recebeu o pai, Henrique
Vorcaro.
O
ex-banqueiro já assinou um termo de confidencialidade com a PF e com a PGR.
Essa é a primeira vez que duas instituições conduzem juntas um processo de
delação.
A
defesa de Vorcaro tem trabalhado para reunir dados e documentos a serem
anexados à proposta de delação que será apresentada. A expectativa é que esse
processo de levantamento dure cerca de 45 dias, em seguida, a fase de
depoimentos deve ser iniciada.
Com
todo o material em mãos, a PF vai julgar se há elementos que sustentem uma
delação premiada, como quer o ex-banqueiro, e se há novidades além de tudo o
que já foi levantado pela investigação, como mensagens, e-mails, transações
financeiras e nomes.
A PF
espera que Vorcaro apresente outros nomes além do dele mesmo, dentro de um
contexto de organização criminosa, além de dizer se houve apoio de políticos
para fraudes bancárias bilionárias e quem se beneficiou financeiramente com
elas. Se houver robustez, a delação vai engrenar, dizem os delegados.
Após
encerrar as oitivas, a defesa de Vorcaro pretende pedir que o delator vá para
prisão domiciliar ou tenha liberdade com tornozeleira eletrônica.
CNN
BRASIL

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