A
verba de publicidade do governo Lula passou a privilegiar plataformas digitais
e, pela primeira vez, superou os investimentos em emissoras como SBT e Band,
diz a Folha de São Paulo.
A
mudança ocorreu em 2025, com aumento da participação da internet no total gasto
pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) e ministérios. No último ano, os
canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões de um total de cerca de R$
681 milhões em anúncios. O valor representa mais de 30% da verba, avanço em
relação aos cerca de 20% registrados anteriormente.
Google
e Meta passaram a figurar entre os principais destinatários da publicidade
federal, atrás apenas dos grupos Globo e Record. As duas empresas superaram,
pela primeira vez, os investimentos direcionados a SBT e Band. Os dados indicam
crescimento expressivo nos repasses às big techs. Os valores destinados ao
Google saltaram de R$ 10,5 milhões em 2023 para mais de R$ 60 milhões, enquanto
a Meta também registrou aumento relevante no período.
Apesar
da mudança, a televisão aberta ainda concentra a maior fatia da verba, com
cerca de 45% dos recursos. Globo e Record seguem como principais beneficiárias,
mantendo liderança na distribuição de anúncios oficiais.
A
Secretaria de Comunicação (Secom), comandada por Sidônio Palmeira, afirmou que
a ampliação dos recursos para a internet “reflete os novos hábitos dos
brasileiros na hora de buscar informações”. A pasta afirma que a estratégia
busca ampliar o alcance de campanhas institucionais e serviços públicos.
A
estratégia de privilegiar plataformas digitais ocorre em meio ao ano eleitoral,
quando o presidente Lula deve disputar a reeleição. Nesse período, campanhas
institucionais tendem a ganhar mais espaço dentro da comunicação do governo.
Pesquisa
AtlasIntel/Arko divulgada na última quarta-feira revelou que Lula (PT) é
rejeitado para 50,6% dos brasileiros. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
aparece em seguida, citado por 24% dos entrevistados. Mesmo preso e inelegível,
o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 16,3%.
O
levantamento também investigou os motivos da rejeição a Lula. O suposto
envolvimento e conivência com corrupção lidera com 85,9% das menções. Em
seguida, 45,7% afirmam que o presidente deseja tornar a população “dependente
do Estado”. Outros 33,2% veem nele a representação de um “projeto de poder
autoritário e antidemocrático”. A pesquisa indica ainda que 50% dos
ex-eleitores do PT dizem não votar mais em Lula por causa do “envolvimento em
corrupção”.
O
ANTAGONISTA

Nenhum comentário:
Postar um comentário