sábado, 4 de abril de 2026

Verba de propaganda para big techs dispara no governo Lula

 


A verba de publicidade do governo Lula passou a privilegiar plataformas digitais e, pela primeira vez, superou os investimentos em emissoras como SBT e Band, diz a Folha de São Paulo.

A mudança ocorreu em 2025, com aumento da participação da internet no total gasto pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) e ministérios. No último ano, os canais digitais receberam ao menos R$ 234,8 milhões de um total de cerca de R$ 681 milhões em anúncios. O valor representa mais de 30% da verba, avanço em relação aos cerca de 20% registrados anteriormente.

Google e Meta passaram a figurar entre os principais destinatários da publicidade federal, atrás apenas dos grupos Globo e Record. As duas empresas superaram, pela primeira vez, os investimentos direcionados a SBT e Band. Os dados indicam crescimento expressivo nos repasses às big techs. Os valores destinados ao Google saltaram de R$ 10,5 milhões em 2023 para mais de R$ 60 milhões, enquanto a Meta também registrou aumento relevante no período.

Apesar da mudança, a televisão aberta ainda concentra a maior fatia da verba, com cerca de 45% dos recursos. Globo e Record seguem como principais beneficiárias, mantendo liderança na distribuição de anúncios oficiais.

A Secretaria de Comunicação (Secom), comandada por Sidônio Palmeira, afirmou que a ampliação dos recursos para a internet “reflete os novos hábitos dos brasileiros na hora de buscar informações”. A pasta afirma que a estratégia busca ampliar o alcance de campanhas institucionais e serviços públicos.

A estratégia de privilegiar plataformas digitais ocorre em meio ao ano eleitoral, quando o presidente Lula deve disputar a reeleição. Nesse período, campanhas institucionais tendem a ganhar mais espaço dentro da comunicação do governo.

Pesquisa AtlasIntel/Arko divulgada na última quarta-feira revelou que Lula (PT) é rejeitado para 50,6% dos brasileiros. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em seguida, citado por 24% dos entrevistados. Mesmo preso e inelegível, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é rejeitado por 16,3%.

O levantamento também investigou os motivos da rejeição a Lula. O suposto envolvimento e conivência com corrupção lidera com 85,9% das menções. Em seguida, 45,7% afirmam que o presidente deseja tornar a população “dependente do Estado”. Outros 33,2% veem nele a representação de um “projeto de poder autoritário e antidemocrático”. A pesquisa indica ainda que 50% dos ex-eleitores do PT dizem não votar mais em Lula por causa do “envolvimento em corrupção”.

O ANTAGONISTA

 

 

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