segunda-feira, 13 de abril de 2026

VÍDEO: Demitido hoje, presidente do INSS já havia passado vergonha na CPMI sob pressão de parlamentares

 





Quando sentou diante dos parlamentares da CPMI do INSS, em fevereiro, Gilberto Waller Júnior já era um homem politicamente morto — só ainda não sabia. Pressionado por horas, o então presidente do INSS tentou se defender das acusações de incompetência e omissão, mas não convenceu.

Foi questionado sobre a fila recorde de 3,1 milhões de processos represados, sobre a demora em agir contra fraudes do Banco Master nos consignados e sobre a crise aberta com o próprio ministro da Previdência, que já havia lhe retirado poderes publicamente. Saiu da CPMI menor do que entrou. Hoje, saiu do cargo.

O governo Lula oficializou nesta segunda-feira (13) a exoneração de Waller, conforme publicado pelo Metrópoles. Para o seu lugar, foi nomeada Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira que assume com a missão declarada de destravar a fila de benefícios.

O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, agradeceu Waller e elogiou a substituta, mas nos bastidores a relação entre os dois já havia desmoronado há meses. Queiroz retirou poderes de nomeação de Waller por portaria, o desmentiu publicamente após uma audiência no STF e chegou a excluí-lo de eventos oficiais da própria pasta. Waller comandava o INSS apenas no papel.

Com a sua saída, o INSS chega ao terceiro presidente a cair no governo Lula 3. Antes dele, Glauco Wamburg saiu por uso irregular de diárias, e Alessandro Stefanutto foi demitido e depois preso pela Polícia Federal, acusado de receber R$ 250 mil mensais de propina da organização criminosa que desviou R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas.

A CPMI que investigou o escândalo foi encerrada em março sem relatório final, após manobra da base governista que rejeitou o parecer da oposição (que pedia o indiciamento de mais de 200 pessoas, incluindo Lulinha, filho do presidente) e impediu a votação do texto alternativo. O saldo é brutal: três presidentes em três anos, um escândalo bilionário, uma CPMI enterrada e 3,1 milhões de brasileiros que seguem na fila, esperando do INSS uma resposta que não chega.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros


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