O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (13) e
voltou a se aproximar da marca de US$ 100 por barril, em meio à escalada das
tensões no Oriente Médio e à mudança na percepção de risco do mercado sobre a
oferta global da commodity.
O petróleo WTI para maio encerrou o pregão com alta
de 2,6%, cotado a US$ 99,08. Já o Brent para junho avançou 4,36%, a US$ 99,36.
Segundo reportagem do Estadão, o
movimento reflete a migração do mercado de um cenário de expectativa de
negociação para a precificação de riscos mais concretos de interrupção
prolongada no fornecimento de petróleo.
A alta ocorre após o fracasso das negociações entre
Estados Unidos e Irã no fim de semana. O presidente norte-americano, Donald
Trump, afirmou a intenção de bloquear portos iranianos, ampliando a tensão para
além do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do
petróleo mundial.
Em resposta, o governo do Irã classificou a medida
como um “ato de pirataria” e afirmou que nenhuma infraestrutura energética da
região estará segura em caso de avanço do conflito.
Ao mesmo tempo, autoridades iranianas avaliam uma
proposta dos Estados Unidos que prevê a renúncia ao enriquecimento de urânio
como parte de um possível acordo, embora ainda existam entraves políticos e
operacionais.
O cenário também provoca reação entre aliados dos
Estados Unidos. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o
país não apoiará bloqueios na região e defendeu a preservação das rotas de
navegação.
Mercados e impacto na Petrobras
No mercado financeiro, a alta do petróleo
influenciou ações de petroleiras na B3. Por volta das 14h (horário de
Brasília), os papéis da Petrobras subiam em linha com a valorização do barril,
enquanto o Ibovespa oscilou ao longo do pregão e fechou em leve queda.
Analistas avaliam que a possível redução das
exportações iranianas agrava um mercado já considerado apertado, aumentando a
pressão sobre os preços internacionais.
O Estreito de Ormuz segue como principal ponto de
atenção, já que concentra cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A
possibilidade de bloqueios amplia o risco percebido pelo mercado, que passa a
precificar também a segurança das rotas marítimas.

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