O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu
encaminhar ao Congresso Nacional um conjunto de informações sobre a situação
financeira dos Correios, acendendo um novo alerta sobre a estatal. A medida foi
tomada após solicitação do deputado Evair Ferreira e mira esclarecer os motivos
do rombo bilionário registrado pela empresa.
O pedido inclui dados detalhados sobre a origem do
prejuízo, a evolução das despesas e possíveis falhas na gestão orçamentária.
Também foram solicitadas informações sobre governança, precatórios e a
compatibilidade dos investimentos realizados com as regras de responsabilidade
fiscal.
Relator do caso, o ministro Walton Alencar
classificou como “alarmante” o crescimento das despesas administrativas e
financeiras da estatal. Segundo ele, o cenário já vinha sendo monitorado e
levou os Correios a entrarem na Lista de Alto Risco do tribunal, um dos níveis
mais críticos de alerta.
Os números reforçam a gravidade da crise: após
prejuízo de mais de R$ 700 milhões em 2022, o déficit saltou para R$ 2,5
bilhões em 2024 e chegou a R$ 4,4 bilhões apenas no primeiro semestre de 2025.
Para manter as operações, a empresa recorreu a um empréstimo bilionário, com
garantia do Tesouro Nacional.
Diante do cenário, a estatal iniciou um plano de
reestruturação que prevê cortes de gastos, venda de imóveis e fechamento de
unidades. Mesmo assim, a direção admite que o modelo atual se tornou
insustentável e não descarta novos prejuízos expressivos caso o ciclo negativo
não seja interrompido.

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