Documentos enviados à Receita Federal pelo Banco
Master revelam que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes recebeu
valores muito superiores aos pagos a outras bancas contratadas pela instituição
em 2025. Ao todo, o banco desembolsou R$ 265 milhões com serviços advocatícios
naquele ano, sendo R$ 40,1 milhões destinados apenas ao escritório ligado à
esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes.
O levantamento considera empresas registradas na
categoria de serviços advocatícios e mostra que o valor pago ao escritório de
Viviane Barci foi cerca de dez vezes maior do que a média recebida pelas demais
bancas. Sem incluir esse montante, os outros escritórios contratados pelo
Master tiveram uma média de R$ 3,7 milhões em honorários.
A diferença também chama atenção quando comparada
aos maiores pagamentos feitos a outras bancas. O segundo escritório que mais
recebeu ficou R$ 13 milhões abaixo do valor pago à empresa de Viviane. Já o
escritório Rueda Advogados Associados, ligado ao presidente do União Brasil,
Antônio Rueda, recebeu cerca de R$ 1 milhão no mesmo período.
Os dados reforçam questionamentos levantados por
integrantes da CPI do INSS, que apontam possível incompatibilidade entre os
valores pagos e os serviços efetivamente prestados. O relator da comissão,
senador Alessandro Vieira, afirmou que a descrição das atividades não
justificaria o volume de recursos destinados ao escritório.
Procurada, a defesa de Viviane Barci de Moraes não
confirmou os números divulgados e afirmou que as informações seriam sigilosas e
teriam sido obtidas de forma irregular. O caso se soma a outras controvérsias
envolvendo o Banco Master e seu ex-controlador, Daniel Vorcaro, investigado em
diferentes frentes.

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