A CPMI do INSS identificou uma das maiores redes de
lavagem de dinheiro do país ao investigar o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes,
conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo o relatório final, a estrutura era formada
por ao menos 41 empresas de fachada e movimentou cerca de R$ 39 bilhões. O
documento, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), não chegou a ser
votado antes do fim da comissão.
O esquema começava com entidades que realizavam
descontos ilegais em aposentadorias. Apenas três delas — Abapen, Abrasprev e
CBPA — repassaram juntas milhões ao operador. No total, Antunes recebeu R$
353,8 milhões, sendo ao menos R$ 150 milhões lavados por meio da rede.
Os recursos eram distribuídos por empresas como
Arpar Administração, Dinar, HBR Capital e Spyder, que sozinha movimentou R$ 371
milhões. Parte do dinheiro era enviada ao exterior ou convertida em
criptomoedas.
As empresas envolvidas tinham características
típicas de fachada: não possuíam funcionários, funcionavam em endereços
residenciais e estavam registradas em nome de “laranjas”.
De acordo com o relatório, a rede também era
utilizada por outros grupos criminosos, incluindo o Primeiro Comando da Capital
(PCC) e o Hezbollah. Fintechs e operadores financeiros seriam compartilhados
entre esses esquemas.
O volume movimentado — muito superior aos R$ 6,3
bilhões estimados da chamada “farra do INSS” — indica que a estrutura era usada
para múltiplas atividades ilegais, como pagamento de propina e lavagem de
recursos de diferentes origens.
A CPMI recomenda o aprofundamento das investigações
devido à complexidade e ao alcance internacional do esquema.
Com
informações da coluna de Andreza Matais. no Metrópoles

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