Há uma grande expectativa sobre fatos associados a
ministros do STF na delação de Daniel Vorcaro.
Segundo investigadores, a determinação do ministro
André Mendonça, do STF, é para que nada seja omitido pelo banqueiro no acordo
de delação.
Se surgir alguma acusação nos anexos do dono do
Master, caberá ao plenário do Supremo decidir sobre a abertura de investigação
contra integrantes da Corte.
Nem Edson Fachin, presidente do STF, nem mesmo o
relator, Mendonça, irão decidir solitariamente sobre casos de corrupção que
envolvam colegas no tribunal.
Essa constatação é que vem alimentando rumores sobre
eventuais movimentos para que o banqueiro deixe o Supremo de fora de sua
delação.
Nesta semana, Fachin foi direto ao abordar o tema,
dizendo que o STF precisa ser preservado, mas que os juízes terão de responder
por “erros”, caso eles sejam revelados.
“O STF, como instituição que presta papel essencial
à democracia, precisa ser preservado. Parlamentares erram e devem responder
pelos seus erros, gestores públicos erram e devem responder pelos seus erros,
juízes também erram e nós precisamos responder pelos nossos erros e nos submeter
às críticas”, disse Fachin.
Vorcaro não poderá omitir crimes na delação. Terá de
contar todos os fatos, sob risco de omitir esquemas e ser desmascarado por
provas já apreendidas pela Polícia Federal.
Se tentar proteger alguém e for flagrado fazendo
isso, correrá o risco de ter seu acordo anulado antes mesmo da homologação.
Radar – Veja

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