Ninguém pode mais trocar de partido para concorrer
nas eleições de 2026. O prazo encerrou. Na teoria, as nominatas estão fechadas.
Na prática, alguns pontos ainda podem mudar e vão mudar.
O primeiro personagem a observar é o candidato
surpresa. Aquele que está filiado, tem densidade de votos ou de imagem, e que
pode decidir entrar na disputa até o momento das convenções partidárias. Não
anunciou, não apareceu nas fotos, não deu entrevista sobre candidatura, mas
está lá, de olho nos números e esperando o momento certo.
O segundo é o ex-candidato. Aquele que apareceu em
todas as fotos da nominata, participou dos eventos, recebeu abraços e aplausos,
mas foi convencido a desistir nos bastidores. Por negociação, por pressão, por
pragmatismo ou por falta de recursos. Saiu sem fazer barulho, mas com mágoa que
vai aparecer lá na frente.
E há um terceiro ponto que o eleitor tende a
esquecer: depois desse momento de aparente união entre os candidatos da mesma
nominata, quando todos sorriem juntos para a foto, eles passam a ser
adversários diretos. Às vezes até inimigos. Vão disputar o mesmo voto, o mesmo
palanque, o mesmo espaço de mídia. A fotografia da aliança dura pouco. A
campanha de verdade é outra história.

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