domingo, 5 de abril de 2026

TANGARAENSE: Quando o povo se levanta, nada pode detê-lo; é olho no olho, ninguém se vende, voz com voz, a chama se estende e renova Tangará, o amanhã já vai chegar.

 


Para tirar o atraso e mudar o rumo das coisas, o povo se levanta e nada pode segurá-lo. Unindo todas as forças em uma corrente do bem, sabemos que estamos um pouco atrasados, e você sabe bem por culpa de quem. Quem consegue viver no escuro se a cidade pode brilhar? Venha fazer parte da história que vamos contar. Quando o povo se levanta, nada pode detê-lo; é olho no olho, ninguém se vende. Voz com voz, a chama se estende e renova Tangará. O amanhã já vai chegar.

Eu acredito no campo aberto e vejo a força popular. É fruto do suor, longe de discursos vazios e sem olhar para o povo. Venha conosco nesta virada, pois está na hora de mudar. O coração bate forte para a cidade se levantar. Renova Tangará, deixe o medo para lá. Quando o povo se levanta, nada pode segurar. Vamos pôr fim ao atraso. Chega de viver no escuro; a cidade de Tangará merece brilhar. O amanhã chegará com o coração batendo forte. Rua cheia, olho no olho, ninguém se vende.

Acredito no que faço, pois Tangará é o meu lar. É do suor do nosso rosto que o futuro brotará. Cada mão que se oferece faz a terra prosperar. Venha com a gente, está na hora de mudar. Renova Tangará, o amanhã já vai chegar. Unindo forças em uma corrente do bem, do bairro Pinheiro ao Baixete, nossa terra merece mais. Chega de promessas vazias e discursos sem olhar. Mão na mão, o futuro vai brotar. Vamos pôr fim ao atraso, você sabe bem de quem. Quando o povo se levanta, nada pode nos deter.

Eu sou Nilson Lima, empresário e político. Comigo está Lilico Bezerra, vindo diretamente de Natal. Vamos acionar, via remota, o nosso amigo Murilo Cabral. Este é o programa "Renova Tangará", um podcast com sugestões, opiniões e conscientização sobre a nossa política, que há muito tempo conta com os mesmos elementos. É importante destacar que Lilico é um ativista político nato; ele se destaca no empresariado, mas a política está no sangue. Ele está aqui hoje para dar sua contribuição ao município de Tangará, fazendo oposição junto conosco e seus aliados. Vamos colocar as cartas na mesa. Bom dia, Nilson Lima. Bom dia a todos que nos ouvem e assistem. Bom dia ao nosso convidado, o ex-vereador Lilico.

Lilico, em 2004, quando você se candidatou inesperadamente a vereador, tinha praticamente a idade de Tiago Lima, meu filho, que entrou na política aos 18 anos. Você tinha 20 anos, certo? Entrar na política de Tangará aos 20 anos, com a responsabilidade de representar seu pai, que era uma liderança forte da família Bezerra, deve ter sido um desafio.

Nilson, naquele momento, meu pai, meu padrinho e meu amigo Murilo Cabral seguraram a bandeira da família Bezerra por muito tempo. Após Murilo, sofremos duas derrotas políticas com Teodorico Neto como candidato da oposição. Chegou um momento em que retiraram três candidaturas no município: a de Erociano, a de Ilo Marinho e a de Teodorico Neto. Naquele instante, o grupo político de Teodorico, Murilo e o seu, do qual você fazia parte, apoiou a candidatura de Jorginho, que era o vice na chapa. Montamos uma nominata e, mesmo com pouca experiência, a população de Tangará me elegeu como o vereador mais votado daquela época, algo pelo qual sou muito grato. Confesso que foi um mandato com maturidade em construção.

Há uma grande diferença entre o Lilico de 2004 e o de hoje. Naquela época, eu era quase uma criança, com pouca experiência e responsabilidade. Hoje, possuo maturidade política após enfrentar diversas campanhas e construir meu próprio caminho. Em 2004, contribuí indiretamente e participei ativamente da campanha para o governo. Na época, a liderança de Tangará já estava praticamente definida com o vice de Gija. Para evitar mais divergências, e com o objetivo de somar, ajudei a população de Tangará que morava em Natal. Tive cerca de 500 votos a mais que Paulinho Freire, que hoje deixou o bloco de Jorginho para se aliar a Gija.

Naquele momento, fazíamos parte do mesmo projeto e conseguimos eleger dois vereadores: eu e você. Por imaturidade política de Jorginho na época, que achava que, por sermos primos, não precisava nos prestigiar formalmente, acabamos sentindo uma divisão. Essa experiência de divisão não é boa. Fiquei apenas quatro anos e, depois, me aproximei de Kaká, uma pessoa a quem quero muito bem. Agora, surge uma proposta inovadora de comunicação e de gestão.

Nilson, você teve a oportunidade de ser nosso candidato a prefeito e, após a última eleição, esta é a primeira vez que fala publicamente sobre o assunto. Por que a desistência na última eleição? Faltou apoio do grupo?

Nilson, sendo aberto, embora alguns não estejam mais conosco, tenho gratidão pelos 736 votos que recebi. Com o tempo, percebi que a nominata era de apoio à candidatura de Jorginho, e eu nunca pensei em votar contra ele. Jorginho era o nome mais forte. Eu pretendia ser candidato a vereador para contribuir na administração dele, mas ele entendeu que era o momento de a oposição ter um novo nome e colocou o meu à disposição. No entanto, pessoas próximas a ele não me deram as condições financeiras e políticas necessárias. Por uma questão de viabilidade, achei melhor recuar. Às vezes, é preciso dar um passo atrás para dar dois à frente. Retirei minha candidatura, e foi quando você decidiu enfrentar a campanha para prefeito. Eu não consegui um vice; até convidei você, mas eu não tinha condições de seguir. Tentei fortalecer o Solidariedade, com o compromisso de eleger dois vereadores. Quando decidi não ser candidato, apoiei Ana de Ilo. Você demonstrou força ao assumir uma candidatura com poucos recursos, provando que política se faz com projetos, não apenas com dinheiro.

Muitos me julgam, achando que tomei a atitude errada, mas foi pelo crescimento do nosso grupo. Não foi algo planejado por Jorginho, por você ou por minha mãe. Jorginho estava bem nas pesquisas, mas Deus tocou meu coração para tomar essa decisão difícil, que envolvia muita gente. Hoje, vejo que foi a escolha certa.

Nilson, eu não aceitei ser vice na época não por desmérito, mas porque já estava com minhas bases prontas para vereador e mudar de última hora seria arriscado. Quando você desistiu e passamos dez dias procurando um candidato sem que ninguém se oferecesse, eu assumi a responsabilidade. Se não tivéssemos um candidato, a oposição estaria morta. Mesmo com dificuldades, reduzimos a margem de votos esperada pela situação em uma campanha "pé no chão", contra uma máquina pública que gastou valores exorbitantes. Em 2023, gastaram cerca de 130 mil reais com terceirizadas na educação; no ano eleitoral, esse valor saltou para 600 mil e agora chegou a 750 mil reais mensais.

 Como disse Kaká Bezerra, a oposição está viva e forte. Ela não é composta apenas por Nilson Lima, mas também por Kaká, Jorginho, Lilico, Edjane e outros. A política de Tangará ainda passa pelas mãos da família Bezerra e de novos nomes. A situação canta vitória antes do tempo, mas ninguém pode afirmar que o atual prefeito, Augusto, é um líder supremo que fará seu sucessor com facilidade. Estamos dialogando diariamente com o povo. Se organizarmos a oposição com união, temos grandes chances de derrotar a oligarquia que está no poder há mais de 30 anos. O modelo de gestão atual é decepcionante; não vemos obras significativas. Tangará vive um marasmo. Tirando o básico, como pagamento de funcionários e saúde regular, não há um diferencial. Como diz nosso amigo Zezinho Dantas, o atual gestor é "antipovo" e não se mistura. Recentemente, aposentados tiveram que protestar na porta da prefeitura para receber seus salários.

Eu me surpreendi com a atitude de Augusto. Ele dizia que não queria a "velha política" por perto, mas ele mesmo se isolou. Um político precisa estar no Catolé, na Lagoa do Feijão, convivendo com o povo e conhecendo suas dores. Basear o sucesso de uma gestão em uma "Festa do Pastel" é pouco, especialmente quando cidades vizinhas realizam eventos maiores com custos menores. Não vemos investimentos em creches do FNDE ou centros de saúde modernos. Parece que apenas pintar um canteiro já é visto como grande obra, o que é um reflexo de gestões passadas também fracas. Eles estão em um bom momento político porque controlam as prefeituras de Sítio Novo e Tangará, mas focam apenas no "feijão com arroz" e no cabide de empregos para agradar aliados, enquanto a população sofre.

O número de alunos não aumentou, então não se justifica o aumento drástico nos gastos com pessoal. São 9 milhões de reais por ano que poderiam ser investidos em infraestrutura ou no fundo previdenciário, que está atrasado. Augusto gasta mal o dinheiro público. São 78 milhões de reais anuais sem a devida prestação de contas. Como oposição, nosso papel é apontar esses erros para que a população perceba e para que, quem sabe, eles tentem melhorar.

Quero ouvir Murilo Cabral. Murilo, na sua visão, qual o futuro da oposição em Tangará? O que podemos apresentar de diferente?

Murilo Cabral: "Bom dia. Eu estava acompanhando a final da Copa do Mundo de Tênis de Mesa, mas voltando ao assunto, vocês falaram bem. É salutar que haja renovação no poder para que as pessoas não fiquem acomodadas. A renovação permite que novas ideias e métodos de administração surjam. Vejo que Tangará está ficando para trás em relação às cidades vizinhas. Participo da política desde 1978 e vi tempos em que a cidade tinha dois deputados estaduais e realizava obras com recursos próprios, apesar das dificuldades da época. Hoje, só se fala em cabide de empregos e problemas na previdência municipal. O município paga menos do que deveria ao fundo patronal, o que gerará um problema jurídico e financeiro grave no futuro. Não se pode gastar tudo com pessoal e esquecer o básico, como remédios. Precisamos voltar ao estilo de antigamente, onde as coisas funcionavam com mais seriedade. Esta eleição é uma oportunidade para elegermos representantes comprometidos com a verdade."

Lilico, na sua opinião, por que o prestígio político de Tangará parece estar sendo usado para beneficiar Sítio Novo? Lá parece um canteiro de obras, enquanto aqui as coisas não avançam.

Nilson, eu trabalho com obras públicas e vejo que outros municípios conseguem investir milhões em benefícios para a cidade. Em Tangará, não vemos o prefeito inaugurar uma creche ou escola nova. Vemos gastos com manutenção, mas nada de impacto. Estive com a senadora Zenaide e ela mencionou o envio de emendas parlamentares. O prestígio para conseguir recursos existe, mas não vemos o resultado em obras importantes. Augusto pregava ser um político moderno, mas pratica a velha política. Ele isola adversários e até aliados antigos, governando de forma fechada.

Sobre o movimento dos servidores inativos: os aposentados foram pegos de surpresa quando o pagamento, que deveria ocorrer no dia 25, atrasou quase uma semana. Houve uma sessão extraordinária na Câmara para tratar do aporte financeiro. Meu filho Tiago Lima, Everton e Wilson não compareceram, mas a vereadora Ana de Ilo participou e votou a favor do projeto do prefeito. Respeito a posição dela, mas foi com esse voto que aprovaram a redução da alíquota patronal. Isso mostra que o estudo atuarial foi ineficaz. O prefeito é obrigado por normas do Tribunal de Contas a complementar o déficit; ele não faz isso por bondade, mas para evitar multas e bloqueios.

Parabenizo Marisete e o sindicato pela coragem de protestar. O funcionário público hoje tem medo de se aposentar e não receber. Se eu fosse prefeito, trataria a previdência com a responsabilidade que ela exige, pois esse dinheiro não pertence à gestão, mas aos trabalhadores. O fundo garantidor é essencial para evitar que o município fique engessado no futuro. Mesmo que a previdência enfrente dificuldades, a justiça garante o direito ao salário, mas a má gestão atual compromete as próximas gerações.

Lilico, sobre os boatos de que você seria candidato a deputado federal, o que há de verdade nisso?

 Nilson, eu faço parte de um grupo ligado a Ezequiel Ferreira e ao PSDB. Cristiano Dantas me fez um convite informal. Analisamos a viabilidade, pois o partido tem nomes fortes, mas se entenderem que a região do Trairi precisa de um representante na nominata, meu nome está à disposição. Não há nada garantido. Se eu for candidato, será por uma questão partidária e de grupo, agindo como um soldado. Isso não significa que estou abandonando o projeto local; pelo contrário, pode fortalecer uma futura candidatura a prefeito, se for o consenso do grupo.

A oposição precisa estar unida. Temos nomes como o seu, o de Edjane, o de Andinho e o meu. Se o grupo entender que você é o melhor nome para a prefeitura, terá meu apoio incondicional e o do meu grupo, incluindo o vereador Everton Gato e outros aliados. Da mesma forma, espero que a reciprocidade exista. Política se faz com diálogo e sem vaidades excessivas.

Nesta campanha para deputados, cada subgrupo da oposição tem seus candidatos. Nós apoiamos Gustavo Carvalho para estadual e temos compromissos com nomes que podem trazer recursos para Tangará. Independentemente de divergências pontuais sobre candidatos ao governo ou senado, o foco principal deve ser a união da oposição para o futuro da cidade.

Para encerrar, gostaria de mencionar a entrega do peixe da Semana Santa. Pelo segundo ano consecutivo, organizamos essa ação na zona rural. Mesmo fora do poder e com recursos limitados, conseguimos distribuir 750 quilos de peixe, atendendo centenas de famílias em comunidades como Irapuru, Ronda e na rua Santa Rita. Agradeço a Jorginho, Kaká e Miguelzinho pela parceria. Miguelzinho foi fundamental ao incentivar a ação. Agradeço também a toda a equipe: Zezinho Dantas, Robertinho, Tiago Lima, Felipe Silva, Renatinho, Valério, Valtinho, Pastor Naldo e Damião. É um gesto de solidariedade que pretendemos manter.

Chegamos ao fim de mais um "Renova Tangará". Murilo, obrigado pela paciência e participação. Lilico, obrigado pela vinda e pelos esclarecimentos. No próximo domingo, teremos mais um programa. Pretendo convidar Edjane para mostrar que nosso time não tem egoísmo e que estamos prontos para trabalhar por Tangará. Quem ama, renova. Até o próximo domingo.

Murilo Cavalcante Cabral

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