sábado, 11 de abril de 2026

Governo Lula encontra o jeitinho para baratear a gasolina: Reduzir 1 litro para 680 ml

 


Não é piada, embora pareça. Para tentar segurar os preços dos combustíveis que sufocam o bolso do brasileiro, o Governo Federal quer aumentar a mistura de etanol anidro na gasolina. Hoje, com o chamado E30, cada litro de "gasolina" que você paga na bomba já contém apenas 700 ml de gasolina de verdade. Os outros 300 ml são álcool. Mas o governo quer mais: o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que pretende elevar a mistura para 32% (E32) ainda no primeiro semestre de 2026. Na prática, de cada litro que o consumidor pagar como gasolina, apenas 680 ml serão de fato gasolina. O resto é álcool.

E não para por aí. A Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), sancionada pelo próprio Lula, já autoriza a mistura a chegar até 35% (E35). Se isso acontecer, o litro de "gasolina" terá apenas 650 ml de gasolina. O argumento oficial é bonito: redução de emissões, uso de energia renovável, fortalecimento do setor sucroenergético. Mas o efeito prático no bolso do brasileiro é outro: você continua pagando o litro cheio, só que recebe cada vez menos gasolina dentro dele. É a reduflação, que já encolheu o pacote de bolacha, o pote de sorvete e o saco de café, chegando agora ao posto de combustível.

O Ministério de Minas e Energia prometeu que a mudança do E27 para o E30 reduziria o preço em até R$ 0,11 por litro. Mas o que não dizem é que o etanol tem cerca de 30% menos poder calorífico que a gasolina pura. Mais álcool no tanque significa menos quilômetros rodados por litro. Segundo testes do Instituto Mauá de Tecnologia, cada aumento na proporção de etanol eleva o consumo do veículo entre 1% e 3%. A economia no visor da bomba vira prejuízo no tanque.

Enquanto isso, o país que tem o pré-sal, que é um dos maiores produtores de petróleo do mundo e que cobra uma das gasolinas mais caras do planeta continua sem enfrentar as causas reais do problema: carga tributária brutal, política de preços da Petrobras, custo logístico e desvalorização do real. Em vez de solução, o governo oferece ilusão de ótica e álcool no tanque.

O cidadão que ganha um salário mínimo e roda 30 km por dia para trabalhar não quer truque de prateleira de supermercado no posto de gasolina. Quer política energética séria. O Brasil não precisa de litro reduzido nem de gasolina aguada, precisa de governo reduzido no tamanho, no gasto e na criatividade para enganar quem paga a conta.

Esse texto foi copiado do Blog do Gustavo Negreiros

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