O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal,
é relator de ao menos quatro investigações da Polícia Federal que envolvem o
governador do Maranhão, Carlos Brandão, e familiares.
As apurações citam suspeitas de venda de vagas no
Tribunal de Contas do Estado (TCE) e possível interferência em julgamento no
Superior Tribunal de Justiça em um caso de homicídio ocorrido em 2022, em São
Luís.
Brandão foi vice de Dino entre 2015 e 2022, mas
rompeu politicamente com o ex-aliado em 2024, após o ministro suspender a
indicação de um conselheiro para o TCE. O grupo do governador afirma que Dino
atua para favorecer a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão,
adversário político local.
Entre os casos, Dino autorizou investigação sobre o
senador Weverton Rocha, suspeito de tentar influenciar decisão no STJ
relacionada ao assassinato de João Bosco Pereira. No inquérito, também é citado
Daniel Brandão, sobrinho do governador.
Outro foco é a apuração sobre suposta venda de
indicações ao TCE. A investigação foi aberta após questionamentos sobre o rito
de escolha de conselheiros na Assembleia Legislativa do Maranhão, considerado
sigiloso. Dino suspendeu indicações e determinou apuração pela PF.
A defesa de Carlos Brandão nega irregularidades e
sustenta que o STF não teria competência sobre o caso, que deveria tramitar no
STJ. Já o gabinete de Flávio Dino afirma que o ministro não comenta processos
em andamento nem questões políticas, conforme a Lei Orgânica da Magistratura.
As investigações seguem em curso.

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